Palavras simples foram facas que dividiram todo aquele remendo mal-feito de pano fuleiro. Entre o amor e o ódio, a vontade de viver e de morrer. A última coisa que foi dita é só a última coisa que foi dita. O que importa mais é o que sempre foi dito, é a presença de amor. O amor que vai remendando, remendando. É o amor que diz coisas novas, que faz parecer que nunca haverá uma última coisa a ser dita. Facas, espetos, agulhas, estarão sempre presentes. Estarão sempre no meio de tudo. A questão toda é saber suportar os cortes. Só se tem um ao outro; o outro que fere, que mata, que corta e que cura.
0 comentários:
Postar um comentário