terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ao chegar, sua roupa desapareceu. Em seguida, sua pele, sua carne, seus órgãos; restou apenas a sensação do sangue correndo em suas (já desaparecidas) veias. A única coisa que a fazia achar-se viva era a ilusão de um coração que bate. Não restaram nem mesmo as lembranças...
Aos poucos, diluiu-se na multidão que andava sobre as ruas de outono que, oficialmente, ainda não havia chegado. Ela chegou e tornou-se pulsação. Após a primeira brisa de pleno meio-dia pôde respirar normalmente, seu corpo voltou a tomar forma, devagarinho.
Finalmente, passou a achar-se viva por conta dos olhares dos que passavam. Era gente, como antes. Mas havia algo de diferente.

1 comentários:

  1. Queria saber como foi sua chegada em Paris. Muito poética rs, pensei que esse blog não existia mais.

    ResponderExcluir