Ao chegar, sua roupa desapareceu. Em seguida, sua pele, sua carne, seus órgãos; restou apenas a sensação do sangue correndo em suas (já desaparecidas) veias. A única coisa que a fazia achar-se viva era a ilusão de um coração que bate. Não restaram nem mesmo as lembranças...
Aos poucos, diluiu-se na multidão que andava sobre as ruas de outono que, oficialmente, ainda não havia chegado. Ela chegou e tornou-se pulsação. Após a primeira brisa de pleno meio-dia pôde respirar normalmente, seu corpo voltou a tomar forma, devagarinho.
Finalmente, passou a achar-se viva por conta dos olhares dos que passavam. Era gente, como antes. Mas havia algo de diferente.
Aos poucos, diluiu-se na multidão que andava sobre as ruas de outono que, oficialmente, ainda não havia chegado. Ela chegou e tornou-se pulsação. Após a primeira brisa de pleno meio-dia pôde respirar normalmente, seu corpo voltou a tomar forma, devagarinho.
Finalmente, passou a achar-se viva por conta dos olhares dos que passavam. Era gente, como antes. Mas havia algo de diferente.
Queria saber como foi sua chegada em Paris. Muito poética rs, pensei que esse blog não existia mais.
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