sábado, 17 de setembro de 2011

Paris

O som do piano que atravessa a parede fina do meu quarto faz doer uma dor doce. Imagino que no alemão exista uma palavra que explique essa sensação. É uma comoção que dói bem suavemente no peito. A mesma que bate ao ver o céu rosa das 19 horas sobre o rio Sena. Vem como se fosse uma lembrança, mas que é vivida agora e já se sente saudade. É o vento da tarde e o cheiro das folhas secas, com o barulho úmido dos saltos das botas das francesas que passam pela calçada, acostumadas. Não sei do que é preciso ser feito para acostumar-se à essa cidade...