domingo, 11 de setembro de 2011

Um raio de luz projetado numa parede branca. Aquele romance desesperado e individual foi essencialmente uma projeção. Por isso que aquele quadro ficou tão fiel à realidade: quando se pinta, se coloca pra fora uma imensidão de cores e formas que habitam em si. O quadro não é nada, a inspiração não é nada, o artista...o artista é tudo. Por isso louco. Desesperado. Esquisito. Uma parede branca é só uma parede branca. Deveria ter namorado a si próprio, onde toda aquela luz realmente está.

Depois de um erro como esse, poucos têm a chance de ir à cidade das luzes, para desaparecer. Ou melhor, encontrar-se.

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